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Jejum intermitente: ficar sem comer não emagrece

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Quando o assunto é dieta para emagrecer, as novidades não param de surgir. Uma hora é só comer abacaxi, na outra é cortar o glúten, na outra é comer proteína, na outra é evitar os carboidratos. A moda agora, para quem não sabe, é não comer. Isso mesmo. A ideia é encarar a privação total de comida por 20 horas em dias alternados no chamado jejum intermitente.

 

Essa história ganhou destaque com o documentário "Eat, Fast & Live Longer", da BBC, em que o jornalista britânico Michael Mosley se submete ao jejum. Depois ele publicou um livro que chegou ao Brasil como "A Dieta dos 2 Dias". O assunto é novidade, as celebridades já aderiram e propagaram os resultados – mas a ciência ainda está investigando como ela funciona e de que maneira os organismos reagem a ela.

 

Saiba quais são os 4 princípios da alimentação saudável 

 

O que a ciência já sabe:

 

1. A maioria dos estudos que relacionam o jejum a melhora de diabetes, níveis de colesterol e redução do risco de doenças crônicas foi feito com ratos, que ficam presos em gaiolas e sem acesso à comida. Muito diferente do que acontece com os humanos na vida real.

 

2. Existem evidências científicas de que as dietas restritivas não funcionam a longo prazo. Isso porque o organismo é adaptável, e depois da perda de peso inicial com o choque da dieta, o corpo se ajusta para viver com menos caloria.

 

3. Pesquisas também mostram que quanto maior o número de dietas restritivas feitas na vida, maior é o ganho de peso no longo prazo – porque está comprovado que o apetite aumenta durante os períodos em que se come muito pouco.

 

4. Ficar sem comida interfere na memória, na concentração, na atenção e no humor. E atrapalha a socialização: muita gente deixa de sair com os amigos, por exemplo, para não ter a tentação de comer.

 

No fim das contas, o resultado é que a comida perde completamente sua relação com prazer e vira o inimigo a ser evitado às últimas consequências. E nada disso poderia estar mais distante de uma alimentação saudável de verdade.

 

O que emagrece?

Comer menos e melhor, manter uma rotina para as refeições, praticar alguma atividade física e dormir bem, dizem as pesquisas. E, principalmente, entender como o seu próprio corpo funciona para não comer mais do que precisa.

 

O mais importante é respeitar o organismo e identificar os sinais de fome e de saciedade. A maioria da população brasileira que come comida de verdade e está fora das estatísticas de obesidade supre 90% das suas necessidades nutricionais com as três refeições principais do dia: café da manhã, almoço e jantar.

 

Mas cada organismo funciona de um jeito, e é possível que algumas pessoas precisem fazer um lanchinho no meio da tarde, por exemplo. E está tudo certo com isso! É só caprichar nos alimentos in natura ou minimamente processados – a dica da fruteira no escritório ou na mesa da cozinha é infalível para esses momentos.