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Moedor: pimenta com mais gosto, sal com mais textura

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Pode parecer frescura mas não é: se você usa pimenta-do-reino, um moedor é utensílio indispensável. Assim que é moída, a pimenta começa a liberar seus óleos aromáticos. Ou seja, está no auge do sabor. Isso quer dizer que aquela comprada em pó já passou tanto tempo na prateleira do supermercado ou na despensa de casa, que perdeu quase todo o sabor. Ainda arde e ainda queima, claro. Mas já não perfuma a panela, já não tem forças para abrir o apetite. Quase não é mais pimenta. Ei, onde foi parar toda aquela vontade de temperar a comida? (Deve ter ficado no moedor…) O segredo aqui é avaliar a intensidade do uso: se você usa pimenta-do-reino em tudo, vale investir num moedor e comprar a pimenta em grãos em saquinhos. Se usa só de vez em quando, pode comprar aquele moedor descartável que já vem abastecido de pimenta.

Já o sal moído na hora é mais uma questão de textura. Ele sai do moedor de sal mais graúdo e irregular do que o grão de sal refinado. Ele dá um cróc na salada, no bife já grelhado, na batata assada e até no caramelo. (Nunca provou doce com sal? Mesmo? Vamos interromper este texto só para você não adiar mais esta delícia: [link])

Voltando... Se for comprar um moedor de sal, confira o mecanismo de moagem: ele não pode ser metálico, pois o sal corrói o metal rapidamente – e ainda fica com gosto metalizado. O mecanismo pode ser de plástico, acrílico ou cerâmica.

Só mais duas coisas
Moedor elétrico tem mais chance de quebrar. O modelo mais duradouro é o tradicional, em que você gira o moedor com a mão. E nunca, mas nunca mesmo, use um moedor de pimenta para moer sal. Porque, a não ser no caso dos descartáveis, a base quase sempre é de metal.

Foto: Editora Panelinha / por Ricardo Toscani