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#Coronavírus: Especial Rita, Help! DIA 3

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Nem sei quantas vezes já saiu da minha boca a frase: com arroz e feijão no prato, está garantida a metade do cardápio. A dupla que simboliza a dieta brasileira – ou dieta do brasileiro, como diria a minha sogra – organiza a vida de quem precisa ter almoço na mesa todos os dias.

O feijão pode ser feito uma vez por semana, porcionado e congelado. O arroz dura três dias na geladeira. Do outro lado do prato, vão as hortaliças, que são os legumes e verduras – enquanto a couve vai para a panela, a abóbora vai para o forno. Pronto, almoço prático, saudável, saboroso acessível e balanceado nutricionalmente. E ainda pode ter uma porção de qualquer tipo de carne, para quem come.

Se isso parecia uma coisa de antigamente, esta semana se transformou na realidade de muita gente, que passou a trabalhar em casa. Caso de todas as pessoas que trabalham no Panelinha, inclusive, eu mesma.

Já para quem não sabe cozinhar, vou tirar do baú uma outra frase que uso muito, e agora vai fazer ainda mais sentido: cozinhar é uma ferramenta para manter a alimentação saudável. (Sei que para você, que é freguês do Panelinha, isso é elementar. Mas, para quem almoça no quilo e pede delivery para o jantar, aprender a cozinhar não estava na lista de prioridades.)

Lembrei do estudo do NIH (Instituto Nacional de Saúde), dos EUA, que isolou por um mês 20 adultos saudáveis. Nas primeiras duas semanas, metade do grupo recebeu uma dieta baseada em comida de verdade, preparada a partir de ingredientes que vêm da natureza; e a outra metade, consumiu refeições formadas por produtos ultraprocessados. Depois, houve uma inversão: a metade que só comeu comida de verdade passou a receber apenas ultraprocessados e a turma que se alimentou só de ultraprocessados passou para uma dieta baseada em comida de verdade.

O resultado do estudo americano demonstrou com precisão científica que, além de favorecer o aumento das doenças crônicas ligadas à obesidade, o consumo de produtos ultraprocessados também tem efeito direto sobre o peso.

Saiba mais sobre o estudo do NIH (Instituto Nacional de Saúde) 

Fico pensando no sujeito que, até a semana passada, batia um pê-efe ao lado do trabalho todos os dias e que, agora, em casa, vai acabar comendo macarrão instantâneo, lasanha congelada, nuggets... Justamente agora!

Este não é um bom momento para brincar com a saúde. Mas é uma oportunidade para aprender a cozinhar. Só com o tempo que a pessoa leva para ir e vir do trabalho, dá para preparar uma refeição digna. Melhor ainda se conseguir se planejar para não ter que cozinhar do zero toda vez que entrar na cozinha.

Pensando nisso, resolvi falar sobre planejamento na live de hoje.

 

Às 21h30, entro ao vivo no Instagram para o nosso encontro. Vou usar como base os meus três livros da coleção “Já pra cozinha”. Eles são guias para manter a alimentação saudável com foco em três perfis diferentes: solteiros, casais e famílias com bebê em fase de introdução alimentar.

 

Conheça os livros:

- Só para Um: alimentação saudável para quem mora sozinho

- Cozinha a Quatro Mãos

- Comida de Bebê: uma introdução à comida de verdade 

 

E amanhã, ao meio-dia, vou preparar ao vivo estes dois alimentos que complementam tão bem o pe-êfe: couve e abóbora. Mas não vai ser couve refogada com quibebe de abóbora. Vai ser chips de couve, que vai para o forno e você não tem que fazer quase nada; e já que o forno vai estar ligado, a abóbora também vai pra lá!

 

As receitas que vamos preparar são:

Abóbora assada com alho e sálvia

Chips de couve assada

 

Aí, vai dar tempo de mostrar um refogado para o feijão, tá? Vai sei ao vivo, vai ser na raça, vai ser sem produção, vai ser caótico! Mas pelo menos a gente fica juntinho na cozinha, mesmo em tempos de distanciamento social.

É por tudo isso que eu digo: cozinhar é libertador! A gente não depende de ninguém para preparar o nosso jantar, nem da indústria de ultraprocessados, nem do delivery.

 

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