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Cozinha Prática: vai ter sardinha no pê-efe

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Não sei se você sabe, mas o Panelinha tem uma parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo. O NUPENS é coordenado pelo prof. Carlos Monteiro, que além de titular da Faculdade de Saúde Pública da USP, é coordenador do Guia Alimentar Para a População Brasileira, um documento oficial, publicado pelo Ministério da Saúde. 

 

Conto isso, antes de falar sobre o episódio da semana, porque acho importante você saber que, apesar de não ficarmos o tempo todo divulgando pesquisas e índices, tudo o que produzimos tem um sólido respaldo científico.

 

Nosso objetivo é fazer você cozinhar mais. Essa é a única arma comprovada que temos para manter uma alimentação saudável de verdade. E, com as nossas receitas que funcionam, já ensinamos milhares de pessoas a cozinhar. Mas, aos poucos, quase que em pitadas, também vamos difundindo conceitos nutricionais, sempre com intuito de ajudar o nosso público a fazer melhores escolhas.

 

Esta semana no Cozinha Prática, além do pê-efe, vou falar um pouquinho sobre padrão alimentar tradicional. Sabe o que é isso? É como se fosse uma dieta que foi elaborada pela população local no decorrer de centenas de anos.

 

 

O oposto acontece nos Estados Unidos. Por lá, não existe um padrão alimentar tradicional. E isso abre espaço para muita experimentação nutricional – sem glúten, sem lactose, sem gordura… São teorias, sem nenhuma comprovação científica, mas que têm a força do marketing da grande indústria alimentícia, que lucra com os modismos. É assim que essas dietas – e conceitos nutricionais equivocados – se consolidam. Pelo menos por um tempo.

 

O que essas dietas tentam alcançar – uma alimentação saudável –, o padrão alimentar tradicional brasileiro nos oferece, e com ainda mais vantagens: além de acessível e saboroso, ele carrega a nossa história e a nossa cultura.

 

Um, dois, feijão com arroz
No Brasil, estava tudo certo com a alimentação, até começarmos a substituir a comida de verdade pela comida industrializada. Os índices de obesidade começaram a subir justamente quando passamos a cozinhar menos. Isso indica que, para reverter esse quadro, a melhor arma que temos à mão é voltar para a cozinha. Não como faziam as nossas avós, que quase não tinham escolha, a não ser cuidar da casa e da alimentação da família toda. Mas priorizando o assunto e estruturando a divisão de tarefas. Mas, talvez, caiba sim a nós, mulheres, atualizarmos os homens nesse sentido. Podemos contar com você, Marcela?

 

Nesta temporada do Cozinha Prática você vai ver em todos os episódios sugestões de preparo de arroz e feijão, que tão deliciosamente representam o nosso padrão tradicional de alimentação. No segundo episódio, a dupla vem acompanhada de sardinha frita, um peixe acessível que, empanado com fubá, fica ainda mais delicioso. Para o pê-efe ficar perfeito, o arroz leva alho-poró no refogado (em vez da cebola, ó que esperteza). E o feijão? Vai temperado com cominho. É uma combinação de sabores riquíssima.

 

Para completar, vai ter… Maionese! (Risos)
Sim, vamos de batata bolinha assada e temperada com maionese caseira – desta vez, feita no liquidificador. Sim, meu amigo, minha amiga, falaremos de maionese. De novo. Mas, Rita, vai tanto óleo! E você não sabia? O ponto principal é que, na maionese caseira, não vai nenhum aditivo químico, nada dos chamados aditivos cosméticos que modificam as propriedades sensoriais dos compostos industriais, até que eles se pareçam com a comida original. Eles enganam o seu paladar, mas não a sua saúde.

Para tranquilizar quem tem medo de óleo, mas ficou com vontade de ‘porvar’ a preparação, vou me adiantar e contar que vou usar apenas 1 colher (sopa) de maionese por pessoa. É disso que estamos falando, de uma colher de óleo.

 

Na volta da feira
Esta salada com maionese, que também leva endro, é uma ótima receita para tirar a batata da rotina. Ela é perfeita para um churrasco de fim de semana, além do PF, claro. Mas e se for dia de jantar rápido? Prepare a batata assada no micro-ondas, recheada com queijinho de iogurte e cogumelos, que vou mostrar no episódio. Prato rápido, cheio de sabores e fácil de preparar. Os ingredientes in natura da feira devem ser a base da nossa alimentação. Por isso, em cada episódio do Cozinha Prática a gente também foca neles! (Escrevo isso e vem à cabeça o Tá no Ar: “Foca lá! Foca em mim! É isso batata?”).

 

 

O que vesti
O figurino, assim como a produção das receitas, do cenário e das louças que aparecem nas fotos do programa, é pensado com antecedência. Dele fazem parte peças emprestadas por marcas de roupas e de acessórios e, em menor número, alguns itens pessoais. Bastante gente pergunta o que vesti no episódio, aproveito para responder aqui.

 

Camiseta: Flávia Aranha.
Faixa: Mob.
Jeans: Tommy Hilfiger.
Tênis: Arezzo.
Bracelete: Rommanel.
Brincos: acervo Rita.


O episódio inédito do Cozinha Prática com Rita Lobo vai ao ar às segundas-feiras, 20h, no canal a cabo GNT. Reapresentações: terça (5h e 17h30), quinta (10h e 22h30), sexta (10h30 e 18h), sábado (20h) e domingo (5h30 e 15h30).

 

Foto: Editora Panelinha / por Gilberto Oliveira Jr.
Figurino: Fernanda Kenan. Beleza: Paula Vida.
O Cozinha Prática é uma produção do Estúdio Panelinha.