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Cozinha Prática: o pê-efe do dia tem batata-doce

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Apesar de apoiar o movimento Segunda Sem Carne, e de publicar inúmeras receitas sem ingredientes de origem animal, não vejo o escândalo deflagrado pela operação Carne Fraca como motivo para excluir a carne da mesa. Por outro lado, sei que muita gente ficou com a pulga atrás da orelha. Por isso, o programa da semana vai ser um alívio: ele é dedicado à batata-doce, tem um mexidinho de arroz com feijão e leva ovo no pê-efe.

 

Conheça o livro O Que Tem na Geladeira?, que oferece mais de 200 receitas com 30 legumes e verduras que a gente compra na feira da esquina de casa.

 

Aposto que muita gente também vai se animar com o programa de hoje porque batata-doce é considerada um superalimento. Eu até poderia ficar bem quieta, e apenas aproveitar a audiência extra, mas aí eu não estaria fazendo uma parte importante do meu trabalho: divulgar uma alimentação saudável de verdade. Por isso, vou avisando: esse conceito de superalimento é uma grande balela! Não passa de um modismo, que tira a autonomia das pessoas – a população precisaria ser PhD em nutrição para formular refeições cotidianas.

 

Não existem alimentos (de verdade) bom ou ruins. Existe comida de verdade e comida de mentira, que são os produtos ultraprocessados, cheios de aditivos químicos. Cada alimento (de verdade) tem uma composição nutricional exclusiva, que só ele pode nos oferecer. Quem só come batata-doce tem uma alimentação pior do que a pessoa que varia entre todas as raízes. A variação é fundamental: quanto maior o leque de alimentos, melhor a nossa alimentação.

 

Quando digo que não devemos medicalizar a alimentação, muita gente confunde. Acha que estou falando que nutrientes não importam. Não é isso. Os nutrientes importam muito, mas você não precisa escolher os alimentos em função deles. Basta manter uma alimentação variada, seguindo o nosso padrão alimentar tradicional, que todos os nutrientes estão garantidos.

 

Mais sobre variação
A variação pode acontecer em diversas camadas. Além de variar os legumes de um prato baseado em arroz, feijão e carne, você pode variar o próprio arroz e o próprio feijão. Esta temporada do Cozinha Prática tem tudo a ver com isso. Também é bom variar as carnes. E é bom lembrar que, mesmo quem come carne não precisa comer carne todos os dias. O pê-efe do episódio da semana é um bom exemplo.

 

Um, dois, feijão com arroz
O arroz e feijão, que já estão prontos na geladeira, viram um mexidinho sequinho, com farinha de mandioca. Ele vai absorver todo o caldo e os sabores do ensopado de batata-doce e couve, temperado com curry, gengibre e pimenta-dedo-de-moça. E ainda vai um ovo cozido por cima disso tudo. Delícia, hein? Pois se tiver à mão um pouco de iogurte natural, pode servir à parte – dá uma equilibrada no sabor picante do ensopado.

 

Na volta da feira
Além de preparar a batata-doce ensopada, mostro como fazer um acompanhamento assado: batata-doce em cubos com páprica doce e picante. Você não pode imaginar que delícia! Depois tem um doce mais doce que o doce de batata-doce: leva merengue na cobertura! Sirva com café (mas café sem açúcar, sim?).

O que vesti no episódio
Blusa e regata: Juliana Gevaerd.
Jeans: Tommy Hilfiger.
Brincos: A Figurinista.
Pulseira: Dzarm.
Rasteira: Manolita.

  

Foto: Editora Panelinha / por Gilberto Oliveira Jr.
Figurino: Fernanda Kenan. Beleza: Paula Vida.
O Cozinha Prática é uma produção do Estúdio Panelinha.