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Festinha de antigamente

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Vou confessar: não curto muito festas infantis produzidíssimas e fico incomodada em lugares barulhentos, em especial quando a trilha sonora é composta de músicas em versões cantadas por vozes estridentes, imitando crianças. Quer saber? Música alta em geral me irrita. Quando meus filhos eram pequenos, sempre preferi comemorar os aniversários deles com festas caseiras, como as de antigamente. E isso tem uma vantagem extra para uma pessoa como eu: consigo garantir que não haja refrigerante, bolinha de queijo, risole... Só de pensar já fico com azia! Outra coisa que não consigo comer é brigadeiro com granulado feito com gordura hidrogenada – deixa um sabor ruim demais na boca. E tem ainda a questão do bolo: em casa tenho certeza de que não vai ser preparado com margarina.

(Reli o parágrafo acima e até eu fiquei me achando uma chata de galocha! Por outro lado, você há de concordar pelo menos um pouquinho comigo: as pessoas perdem a noção nas festas infantis! E, depois de uns tempos, as crianças nem sequer se lembram... Quer saber? Não sou chata não! Sou bem esperta: invisto em boa comida – e boa bebida para os adultos.)

 

Sei que sou uma pessoa zero funk ostentação, mas será que precisa de tanta produção para comemorar o aniversário dos filhos? 

Quem assistiu o Cozinha Prática desta semana viu o passo a passo do bolo de chocolate e os brigadeiros especialíssimos que prepava nos aniversários dos meus filhos. (Hoje em dia, eles são adolescentes e, a cada ano, querem comemorar de um jeito diferente.) Mas nem só de bolo e brigadeiro são feitas as comemorações. Aqui no blog, vou listar boas receitas para quem quer fazer uma festinha caseira, para comemorar em família ou com os amigos mais chegados. 

 

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Antes, porém, quero propor uma reflexão: precisa mesmo enfiar o pé na jaca para comemorar? Toda vez que vou num desses aniversários com duzentos tipos de salgadinho, nem sei quantos pratos quentes e um sem fim de doces saio arrependida de ter comido tudo o que me ofereceram. E o ser humano é assim: enquanto tem comida ao alcance, a gente come! E pode reparar, quando você encontra aquela força de vontade e recusa o décimo quarto pratinho, surge a dona da festa e diz que vai ficar ofendidíssima se você não provar.

 

Sua casa não é um bufê infantil

Se você nunca organizou uma festinha caseira, a primeira coisa que precisa ter em mente é que a sua casa não é um bufê, nem um restaurante. Melhor escolher um ou dois pratos, em quantidades suficientes para sobrar (é tão bom mandar umas marmitinhas!), mas sem muita variedade. Você tem alguma especialidade? Prepare um panelão de baião de dois, servido ao lado de uma tigela linda de molho lambão, pilhas de tigelinhas para os convidados se servirem e pronto! 

 

Na minha casa, para petiscar, deixo sempre algum tipo de mix de castanhas em tigelas espalhadas pela sala. É fácil de repor, não suja o sofá e a maioria gosta. Quando o Gabriel era pequeno, amava molho bolonhesa. Então, durante alguns anos, o cardápio das festinhas dele tinha salada caprese, macarrão à bolonhesa (o molho pode ser feito com antecedência), bolo de chocolate com ganache, brigadeiro, suco de uva e água. Ah, e vinho para os adultos. 

 

Além do gosto da família, o que ajuda a definir o cardápio é o horário e o lugar da festa, que não necessariamente precisa ser em casa. Digamos que a falta de espaço seja um problema: será que algum parente pode emprestar a casa ou o salão de festas do prédio? Se essa não for uma opção, troque de família. Brincadeira. Uma solução pode ser comemorar o aniversário numa praça legal ou parque com espaço para piquenique. É muito gostoso! Nesse caso, o cadápio é completamente diferente. Vale levar sanduíche de carne louca e pastel assado de ricota. Ambos podem ser servidos em temperatuda ambiente e não precisam de talheres para comer. Já o bolo, bem pode ser aquele de coco, que nas festinhas da minha infância eram embrulhados em papel-alumínio. Veja algumas sugestões na lista de receitas, mas aproveite para fuçar mais entre as preparações aqui do site.