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Depoimentos da quarentena: aprendi a cozinhar!

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A partir de hoje, começo a publicar aqui no meu blog uma série de posts com depoimentos de leitores. Perguntamos na semana passada como as lives diárias, as cartinhas, as receitas e o mutirão de dúvidas nas redes sociais tinham impactado a alimentação dos nossos seguidores. Resultado: recebemos muitas centenas de e-mails. E lemos todos.

 

Há depoimentos de homens que entraram na cozinha, de famílias que entenderam as vantagens do pê-efe, a importancia de comer mais hortaliças... Mas, hoje, vou dividir com você histórias de pessoas que aprenderam – e estão aprendendo – a cozinhar. Separei alguns trechos (de muitos!). 

 

Rita, Help! #quarentena – todo o conteúdo está reunido aqui!


É muito curioso como para muitas pessoas a cozinha era um lugar assustador. Para a Simone, nosso trabalho "desmistificou o monstro da cozinha e tornou tudo mais simples e prazeroso". Para a Josiane, "fez perder o medo de cozinhar". Para a Regina Moreira, "ajuda a ter coragem de cozinhar"


Não conheço a fundo a história dessas três mulheres, mas me parece que a cozinha acaba virando um lugar que dá medo de tanto que é tratada como um dom, algo mágico, que se você não tem, dançou. E não é assim. Cozinhar é como ler e escrever, ninguém nasce sabendo. Precisa aprender. E todo mundo deveria aprender! A Renata Apocalypse Nogueira Pereira (menina, que nome incrível!) concorda comigo:


"Adorei as colocações de que pra cozinhar não tem que ter dom. Eu nunca soube quando parar de descascar a cebola e até a água pra ferver queimava. Como pesquisadora, preciso de método, protocolo e não serve falar "sal a gosto" e "tempero caseiro". Tem que ter medida, explicação: coloca o sal primeiro para que ele desidrate a cebola, etc. Só tenho a agradecer por tornarem a cozinha uma parte da a casa mais animadora e menos desafiadora pra mim."


É isso, Renata! Cozinhar está ligado a método, a técnica. Tudo tem um motivo. Por isso nas receitas do Panelinha a gente explica com tanto cuidado, que é para você entender o que está fazendo e aprender. Assim você ganha autonomia. Viva!


Vamos para a história da Regina Maria Armada:


"Seria exagero eu dizer que não sabia fritar um ovo… mas, além de ovo frito, o que eu sabia fazer era arroz! Meu arroz sempre foi cantado em verso e prosa pelos meus filhos. Mas.... era só isso (coitados). É dá-lhe comida congelada! Até que um dia eu vi o seu programa no GNT. Depois comprei o livro "Só para Um". Um dia, achei a live no YouTube. Aí não larguei mais. Quando mando fotos dos pratos que preparo pros amigos, ninguém acredita! "Nem vem, Rê, onde é que você comprou essa delícia?'." 


Regina, que orgulho! Olha, quando passar a pandemia você chama seus amigos incrédulos e faz uma "live ao vivo" para eles! E manda foto para mim! 


Uma coisa que pode chamar a atenção é o tanto de relatos de mulheres com mais de 50 anos que aprenderam a cozinhar agora na quarentena. Conheço essa história: são guerreiras que escolheram, lá atrás, batalhar por um lugar no mercado de trabalho e, agora, estão descobrindo a cozinha. É o caso da Ana e da Luciana: 


"Aos 67 anos, nunca aprendi a cozinhar. Quando a Rita colocava a blusa dizendo que cozinhar é como saber ler e escrever, tem que saber, só faltava eu chorar. Em resumo, criei um filho sozinha e sempre trabalhei fora. Cozinhar, as poucas vezes em que tentei, nunca foi um prazer, até que veio a pandemia. Continua sendo bem complicado ir pra cozinha, mas pelo menos agora sei onde buscar informações completas, claras e muito bem humoradas."

Ana Lucia Damiani


"Com 54 anos, sabia (ou sei) cozinhar muito pouco. E isso se deve a uma única explicação: odeio cozinhar. E detesto tudo que envolve cozinha. Não tenho simpatia pelo fogão, não sou prática, não consigo me organizar, sou lenta... nada dá muito certo.

Mas um dia desses de abril, estava vendo TV a noite e me deparei com você dando uma receita de arroz de forno com frango e abobrinha. Peguei caneta e papel. Anotei tudo e no outro dia eu fiz. E assim estou fazendo as pazes com o fogão. As coisas não estão às mil maravilhas, mas me sinto muito melhor na cozinha, quase feliz.

Quando perguntam se algo mudou em mim nesses dois meses de quarentena, sempre respondo: não odeio mais cozinhar. Poucos amigos acreditam."

Luciana Thomaz

 

Eu não sei você, mas fico muito emocionada de ler esses depoimentos. Nesse momento tão difícil pelo qual estamos passando, conseguir ajudar as pessoas a fazer as pazes com a cozinha é muito recompensador. Para mim e para todas as pessoas que trabalham comigo. 

No próximo post, o assunto é o pê-efe. Muita gente redescobriu o arroz com feijão. E se você quer contar sua história, solte o verbo! Pode escrever pra mim e mandar um email para panelinha@panelinha.com.br.