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Esther Ocloo, empreendedora e pioneira do microcrédito

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A partir de uma geleia de laranja, Esther Ocloo transformou a vida de gerações de mulheres africanas. Nascida em Gana, na África Ocidental, em 1919, ela foi pioneira do microcrédito para empreendedoras mulheres.


Essa história começou com um presente. Quando tinha 23 anos, Esther ganhou 10 xelins de uma tia. Ela usou 6 xelins para comprar açúcar, lenha, umas laranjas. Preparou 12 potes de geleia, que vendeu a um xelin cada um. Transformou 6 xelins em 12. Não era muito dinheiro, mas deu uma luz... Ela comprou mais laranja, botou a mão na massa, fez mais geleia. E vendeu de novo. E assim, criou uma das primeiras empresas de processamento de alimentos do país. Virou umas das principais empreendedoras de Gana, uma referência na África. Isso numa época em que o país ainda era colônia da Inglaterra e empreender era quase impossível, até pra um homem.


Agora, o mais legal dessa história começa depois que a empresa dela já era um sucesso. 


Assim que pôde, Esther foi se especializar em conservação de alimentos na Inglaterra. Ela entendia a importância da capacitação e queria que outras mulheres africanas tivessem a mesma oportunidade.

Em parceria com duas outras mulheres, uma indiana e a outra americana, ela criou, em 1979, o Women’s World Banking, uma instituição sem fins lucrativos que financia negócios caseiros, na maioria, administrados por mulheres.


O sistema é simples: o primeiro empréstimo é bem pequeno, às vezes menor que 50 dólares, assim a pessoa não precisa comprovar mundos e fundos. Se um negócio prospera, o empréstimo é pago e, a partir daí, pode pedir um empréstimo maior. E olha, em 98% dos casos é isso que acontece.

 

Esse trabalho rendeu muitos prêmios pra Tia Ocloo. Um deles, um prêmio internacional pelo combate à fome na África, em 1990, era 100 mil dólares. Sabe o que ela fez? Usou o dinheiro pra implantar, em uma fazenda, um programa de treinamento pra mulheres em conservação de alimentos e técnicas de artesanato. Até o fim da vida, em 2002, ela continuou fazendo de tudo pra impulsionar pequenos negócios e abrir caminhos pras mulheres do seu país. 

 

cardápio do dia

É claro que o ponto de partida tinha que ser a geleia de laranja, né? Vamos preparar uma geleia incrível, que fica com uma cor linda, com a textura perfeita e o sabor maravilhoso.


Em torno dela, criamos um cardápio completo de café da manhã. Mas não é qualquer café da manhã. Além de ter um jeitão de brunch, ele é um café com sabores africanos, inspirados na cozinha e nos hábitos de Gana. 


Para passar a geleia de laranja, esse pãozinho de leite com noz-moscada é um arraso! Prático de tudo, dá pra fazer pequeno, grande, e fora isso combina muito com a geleia.


Esse bolinho com jeitão de bolinho de chuva é o puff-puff, também conhecido como bofroat. Ele é mais leve e a canela vai direto na massa, junto com a noz-moscada. E o jeito de servir também muda. Em Gana, o bolinho geralmente vem acompanhado de algum mingau. Como tem muitos tipos, a gente se inspirou nas combinações de sabores mais comuns e chegou numa receita que, no fim, também ficou espetacular.


É o mingau de painço torrado, com leite, leite de coco, amendoim e, claro, várias especiarias. Vai cúrcuma, gengibre, canela, e adivinha o que mais? Noz-moscada, né? Ela tá em todas!

 

Plano de ataque


Neste episódio o plano de ataque vai ser um pouco diferente. Como é café da manhã, você não vai preparar tudo no dia. A ideia é deixar a geleia pronta com bastante antecedência. Ela tem que ficar pelo menos um dia inteiro na geladeira antes de servir. Por isso, a gente começa por ela.

Depois, a gente vai pro pão de leite. Mas, olha, você pode até leevar ao forno na noite anterior pra ter um pão fresquinho de manhã. A massa do bolinho também pode ser feita na véspera. No dia, mesmo, você faz o mingau e frita o bolinho de chuva. É um cardápio perfeito prum domingo, sabe?

 

Já coloca o alarme do celular: o quarto episódio de 'Cardápios com história' vai ao ar terça (12), às 20h45.